“A LIBERDADE NÃO É UM SONHO”

Publicada em 07/11/2020

Quando nossos filhos não estão em casa e o telefone toca
passamos por segundos de angústia e apreensão, pois a insegurança que
está instalada revela a incerteza de não saber se eles estão seguros ao sair
de casa a caminho da escola, do trabalho, da casa de um amigo, ou a
qualquer lugar.

A violência nas ruas infelizmente é uma realidade que está
afetando a todos nós. O crime corre às soltas patrocinado pela
impunidade e leis fracas que levaram à falência do sistema criminal
brasileiro.

Dados oficiais dão conta que no Brasil a cada dez minutos uma
pessoa é morta por meio violento, metade delas com menos de vinte e
nove anos e 72% causado por armas de fogo. São números estarrecedores
que revelam a inversão de valores que estamos inseridos onde o cidadão
está acuado e a bandidagem às soltas apadrinhado pelo sistema de
“garantias” que patrocina a impunidade.

Por décadas o crime foi “romantizado” e defendido em
seguimentos diversos da vida política, cultural e da mídia com um discurso
que visou desconstituir valores e princípios da família, da educação e
atacar instituições permanentes que ofereceram resistência a esse
desmonte.

A segurança privada é um dos setores que mais se expande para
proteger o patrimônio privado, mas e a segurança pública? Esse é um
monopólio estatal, visto que a justiça, a repressão criminal e a proteção
do cidadão são um dos aspectos que o Estado Moderno que nos impede
de exercer a autotutela e “fazer justiça pelas próprias mãos”.

Alguns dos mais importantes setores foram alvo sorrateiro da
esquerda, as polícias foram desmanteladas, e a educação virou o principal
alvo de ideologias que implantaram um verdadeiro flagelo moral e
intelectual em gerações completas e a família virou um balcão
assistencialista e dependente de políticas que querem mantes as pessoas
na ignorância e desamparo.

A família é o alicerce de qualquer sociedade, e novos formatos
estão surgindo fruto das aceleradas mudanças pelas quais estamos
passamos. Este processo evolutivo é natural e continuado, porém, em se
tratando de valores e princípios é que se define o caráter de cada família.
Infelizmente nesse ponto é que as coisas foram
tendenciosamente atacadas, ocultas em um falso discurso de liberdade
onde tudo passou a ser admitido em um ideal feito de intermináveis de
diretos e ausência de deveres.

Em paralelo houve a fragmentação da Escola, o ambiente
complementar à formação intelectual, ética e moral de qualquer indivíduo
que deveria ser um dos mais seguros e construtivos para nossas crianças e
adolescentes, mas infelizmente se implantou uma doutrina perversa que
transformou as escolas públicas por completo. Venda de drogas, agressão
a professores, brigas e depredações viraram quase rotina em alguns
ambientes escolares, um estado de anarquia tão desejado pela esquerda.
Escola é lugar de formar cidadão, desenvolver valores,
princípios, habilidades intelectuais e físicas para que possamos promover
o desenvolvimento social e econômico. Na sala de aula o professor é um
mestre, uma autoridade escolar que deve ser respeitada e admirada!
Como Vereador ingressei com um Projeto de Lei que cria o
Estatuto do Aluno, que visa resgatar a autoridade do professor, valorizar
alunos com desempenho exemplar e implantar medidas disciplinares para
corrigir condutas impróprias dentro da escola. O futuro destes jovens
começa na família e na escola – isso é prevenção primária da violência e
temos que romper com o ciclo da criminalidade.

Nosso caminho é árduo e longo para que possamos voltar a
andar tranquilamente nas ruas e para isso mudar as leis e colocar de
maneira definitivo a bandidagem atrás das grades é a nossa prioridade.
A economia mundial foi solapada pela pandemia, mas os países
mais estruturados saíram melhores do que entraram, pois a história nos
mostra que eventos dramáticos servem de oportunidades ou desalento.
Todos aqueles que investiram em educação de alta performance se
recuperaram e venceram, onde o Japão, Coréia do Sul são exemplos de
sociedades destroçadas que se reergueram em um pós-guerra. Como nós,

um povo pacífico, que tolera diversidade de culturas, religiões e
nacionalidades não consegue superar coisas simples como a precariedade
na educação, a insegurança e o desemprego?

Somos plurais, mas ao mesmo tempo conformados e
anestesiados frente a problemas tão sérios. Possuímos um nível de
tolerância que dá rédeas a corrupção e aos abusos ocorridos nos mais
elevados escalões que se protegem e auto beneficiam-se.

Sou Rafão Oliveira e me proponho a cerrar punhos contra a
corrupção, contra o comunismo, contra a ignorância e a injustiça! Defendo
um Estado moderno, com educação de ponta, intolerante contra o crime e
a corrupção onde a liberdade para viver em paz e prosperar é um direito
que depende de deveres.

Rafael Bernardo de Oliveira

Rafão Oliveira – é policial civil com 30
anos de experiência nas áreas de
investigação especializada, combate
ao furto e roubo de veículos, tráfico
de drogas e ações antissequestro.
Bacharel em Direito, Vereador em
Porto Alegre e Secretário Municipal
de Segurança Pública da Capital onde
implantou o Cercamento Eletrônico e
reduziu em 63% o furto e roubo de
veículos. Incluiu a Guarda Municipal
no sistema público de segurança
pública onde se integrou a mais de
2.500 ações integradas de combate
ao crime.

Escrito por: Rafão Oliveira

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