O Lockdown mata

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Publicada em 25/08/2020

Quem produz, gera empregos e paga tributos é respeitado e valorizado em qualquer lugar do mundo. Pagar impostos abusivos e receber serviços ineficientes tem sido o castigo dos gaúchos por muito tempo. E agora este cenário se agrava com a crise econômica que está sendo mascarada pela crise da saúde. Nossos governantes são jovens e com pouca experiência, talvez não lembrem que as deficiências no sistema de saúde são uma realidade que o brasileiro enfrenta desde muito tempo. E alguns insistem em usar a saúde para mero jogo político.

A pandemia está servindo para encobrir a insensibilidade de nosso governador e de alguns prefeitos. Escondem-se e fingem não ver o desespero real dos milhões de gaúchos e gaúchas que sabem que é preciso ter cuidados com a saúde, que devemos resguardar as pessoas dos grupos de maior risco, mas que hoje estão com mais medo de ficar sem trabalho. As pessoas estão com mais medo de ficar sem comida na mesa do que contrair uma doença, que é nova sim, porém tem baixíssima letalidade e para a qual já existem boas opções de tratamento quando na fase inicial.
É preciso cuidar da saúde sim. Com medidas concretas de precaução evitando aglomerações e com amplas campanhas de conscientização. E só! Mas nem isso foi feito nos últimos meses, tempo que os governantes tiveram para equipar hospitais, planejar medidas de prevenção e conscientizar a população. Tempo e muito dinheiro foram mal utilizados. Nos mandaram ficar em casa, ficamos. Nos mandaram tirar as crianças da escola, tiramos. Nos mandaram aceitar preços mais altos, aceitamos. Prometeram que medidas adequadas seriam adotadas, acreditamos. Agora querem nos deixar sem emprego, sem renda, sem liberdade e sem futuro! O sentimento da população está deixando de ser o medo e está se transformando em revolta.

Chega de bandeiras vermelhas! Não podemos aceitar um lockdown! E não podemos esquecer os nomes de quem apoiar este tipo de medida!
Muitos dos nossos governantes têm dificuldade de entender que não existe vida sem economia. Que a economia depende de pessoas livres. Que as pessoas dependem do trabalho, não do estado. E que o trabalho é a base da dignidade humana. São conceitos simples, mas quem nunca gerou empregos ou dependeu de um trabalho na iniciativa privada para colocar comida na mesa tem dificuldade para entender. E quem não compreende isso, não consegue ter empatia por quem está com medo de passar fome. Fingem ser solidários com quem está doente ou perde um familiar para o novo vírus, mas pouco fizeram para impedir a costumeira superlotação dos hospitais, que nos invernos anteriores não lhes parecia ser um problema.

Querem acabar com os empregos! Querem impedir os pequenos comerciantes de trabalhar! Querem que as pessoas percam o que pouparam ao longo de suas vidas! Não podemos aceitar isso! O povo quer e precisa trabalhar!
É hora de deixar quem gera emprego, renda e desenvolvimento trabalhar. Em especial os empreendedores individuais e os pequenos empresários. A perda de vidas com o novo vírus é terrível? Claro que sim! E já sabemos que muitas vidas poderiam ter sido salvas se muitos prefeitos e governadores tivessem focado em medidas de preparação e prevenção, ao invés de ocuparem-se com agenda política e interferência nas liberdades individuais. E sabemos também, estudando crises econômicas passadas, que o crescimento do desemprego provocado pelas medidas de restrição exageradas destes mesmos políticos, causará muito mais mortes do que o novo vírus.
É por isso que trabalhadores, estudantes, comerciantes, entidades setoriais, vereadores e deputados, todos precisam agir! Protestar e ocupar a frente das prefeituras, dos palácios e das casas dos governantes! Não podemos aceitar que uns poucos políticos acabem com milhões de empregos, roubem nossa dignidade e tirem nossas vidas. O lockdown mata!

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